Quem somos, o que fazemos e como fazemos

 

Somos uma fábrica de bolsas e de tapetes feitos à mão em Muzambinho, sudoeste de Minas Gerais. Utilizamos vários materiais: couro, palha, E.V.A. (é o mesmo material emborrachado da sola das sandálias Havaianas), e outros materiais sintéticos que se misturam entre si naturalmente. Criamos todos os dias, sem prazos, sem coleções nem estações, sem estilo definido, com liberdade total aos nossos desejos e à nossa imaginação.

 

Fabricamos uma coisa que quase não existe: um artesanato chic, refinado e cosmopolita e, além de tudo, em ritmo industrial. Nossa produção pode chegar a mais de 1.000 peças/mês. Nosso estilo é único, não copiamos. Criamos.

 

O produto refinado, bem acabado, feito à mão e sem trabalho escravo, tem alto custo. Por este motivo ninguém se anima a nos copiar mas temos dificuldade na comercialização. 

 

Quando falta energia, nossa fábrica não pára. Temos só duas máquinas para cortar em tiras o couro e outros materiais. Tudo mais é feito à mão mesmo. A escolha de não ter máquinas nos impede de fazer a maior parte do que as outras fábricas fazem, como pespontos e colocação de alças costuradas e forros. Mesmo que nós quiséssemos, não conseguiríamos copiar modelos de outros designers. Esta palavra copiar é a negação do que mais gostamos de fazer.

 

É a ausência de máquinas que nos permite um mundo imenso de outras alternativas que ninguém consegue fazer, nem aqui nem na China, literalmente.

 

Nosso produto é tão variados e diversificado que temos que cuidar para não confundir os clientes com a nossa multiplicidade de opções. Começamos trançando cestos de palha como se faz nas cidades aqui da região. É o que se chama de cestaria, utilizando fôrmas de madeira. Mas nossas fôrmas tem feitios diferentes como bolas, livros ou gavetas. Depois aprendemos a fazer tranças, como na Bahia, na Provence e na China. Com isso um mundo inteiro de novas possibilidades nos apareceu.

 

Fazendo bolsas de cestaria e de trança, misturamos a palha com tiras de tecido e, porque não, com tiras de couro. Então descobrimos o E.V.A., que também cortamos em tiras e misturamos à palha. Depois fizemos bolsas só de couro e só de E.V.A., em cestaria e em trança, ainda em 2004, sem saber que marcas seriam famosas fazendo bolsas trançadas de couro alguns anos depois.

 

Do couro passamos para outros materiais. Sempre buscando novidades em São Paulo, encontramos o P.U. (Poliuretano) e o P.V.C. Também trabalhamos com fios de linho e seda pura, e em breve teremos bolsas e tapetes de stone washed Indigo.

 

Nosso estilo sempre foi simples, nossas bolsas só tem alças e fechos: não gostamos de enfeites inúteis. Não usamos nunca. Deixamos a graça por conta das cores, das formas e dos trançados, e não usamos ferragens: não nos parecem necessárias.

 

O P.U. e P.V.C. são como couros sintéticos brilhantes, e todos estes materiais se misturam bem com o E.V.A., com o couro e a palha, o que nos permite uma infinidade de alternativas, numa progressão geométrica de formas e de estilos que aumentou mais ainda quando nós encontramos aqui na região, mão-de-obra disponível para crochet. Fazemos crochet com tiras finas de couro, E.V.A., P.U. e P.V.C., palha, linho, seda, em combinações infinitas... 

 

Como não usamos máquinas, não costuramos zíper nem forros de tecido. Forros são úteis quando os avessos são feios e a maior parte dos nossos avessos são lindos, ou pelo menos essa é nossa opinião. Só usamos forros algumas vezes, em casos especiais.

 

Gostamos de criar bolsas quando vem uma ideia, e não quando é época de criar, sem datas marcadas para inspiração. Também temos dificuldade em criar bolsas em janeiro sabendo que elas só serão vendidas em setembro, mesmo que estejam prontas, só porque existe uma data marcada para o lançamento.  Gostamos de criar e vender sem demora, assim como se faz com pão quente, e a solução para isso foi o e-commerce que permite esta agilidade.

 

Conheça nossa fábrica:

 

https://www.youtube.com/embed/QgM53cGro9k